domingo, 15 de abril de 2012

Águas

A lua jazia apoiada em ramos de uma árvore seca;
Grandiosa apenas.

Águas, cintilantes, permaneciam presas abaixo, o enigma.
A lua deformada e espelhada nas águas dava um ar um tanto quanto sombrio.

Uma silhueta descia as escadas passo a passo;
Enquanto dedos entrelaçados.

Sorrindo junto às corujas solitárias e esguias;
Lentamente se aproximou das águas.

Dedos foram molhados por aquele liquido frio e cristalino.
Enquanto sorrisos entrelaçados.

Corações banhados, frios e partidos;
Batendo rispidamente em cada ser imbatível daquele ambiente;

Árvores secas murmurando ao vento;
Enquanto olhares, sorrindo, entrelaçados.



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Raconte-moi Une Histoire

Eu ouvi sobre um sapo
Um sapo bem pequenino
Mas também muito especial
Você só pode encontrá-lo na floresta
Muito distante de mim
Mas se encontrá-lo e tocá-lo
Seu mundo pode mudar pra sempre

Se tocar a pele dele
Você pode sentir seu corpo mudar
E sua visão também
O azul se tornará vermelho e o vermelho será azul
Sua mãe repentinamente se tornará seu pai
E tudo parecerá como um CupCake gigante

terça-feira, 10 de abril de 2012

O Farol

Um Farol, lá em cima, no meio das nuvens.

Um Farol, brilhando, acima, impossível o suficiente para alguém ver.

Um Farol Explodindo em chamas, porém ninguém percebe, porque ninguém pode ver, ninguém pode sentir.

Um Farol posto em cima a uma terra flutuante, vermelho como o sangue, vermelho como uma rosa.

Um Farol, tão comum, Tão comum, que eles não percebem que é diferente.
Que é simples.
Ambíguo.

Um Farol nas nuvens, esperando para ser acendido, dando aos pássaros um lugar para voltar, para que voem de volta.

Um Farol, bem feito o suficiente que mesmo sendo simples, chega a ser surpreendente.

Um Farol... Apenas um farol que ninguém reconhece.
Tão desconhecido.

Um Farol... Apenas um farol.
Porém ele está nos céus.
Nas nuvens.
com os pássaros.

Só basta levantarmos e enxerga-lo para que podamos voar como águias, e pisar como homens.
Tocar nas nuvens como gaivotas, e nas águas como pinguins.
Pousar como bem-te-vis, e sonhar como uma criança.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Bela gravata.

Famoso;

Glorioso;

Fatidicamente se estendia o big ban, sobressaindo as nuvens mais altas de Londres.
 - Vai ser hoje... - Gritava eu ao meio de risadas enlouquecidas pelo mais fanático dos venenos.

Andava por entre as ruas, com uma cobertura sanguinária de seres vivos pensantes;
Andava com as os pés sobre o lhano, do qual ansiava pisar novamente, enquanto me despistava lentamente de todos esses que rotulamos homens;
- Hoje - Pronunciei mais baixo que um sussurro.

domingo, 8 de abril de 2012

Falenas

Um desencontro úmido de um único ser;
Uma briga externa entre falenas;
Banhando-se em negros rios;
e em céus célebres.

Como um feto;
Privando a si o imenso mundo;
De dentro em sua madre.